quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Atividade Física


"A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas saudáveis. Antigamente, existiam duas idéias que tentavam explicar a associação entre o exercício e a saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra proposta dizia que a atividade física, na verdade, representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Hoje em dia sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam."

A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras.

Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom"). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Veja, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa diminui o risco de morte por doenças do coração em 40%! Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida.

Já no campo da saúde mental, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Além disso, auxilia também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão.

A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

Interessante notar que quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos. Entre os últimos e aqueles que se exercitam mais, a diferença não é tão grande. Assim, não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde. O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia podem ser realizadas por menos tempo e com menor freqüência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo e/ou mais freqüentes.

O que precisamos ressaltar é o investimento contínuo no futuro, a partir do qual as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas no seu dia-a-dia, como subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavagem do carro, passeios no parque. A palavra de ordem é MOVIMENTO.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dislexia


Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária. Dificuldades no aprendizado da leitura, em diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos.

A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz.

Recentemente, porém, no entrelaçamento de descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos campos da Educação e da Saúde, foram surgindo respostas importantes e conclusivas, como:
que Dislexia tem base neurológica, e que existe uma incidência expressiva de fator genético em suas causas, transmitido por um gene de uma pequena ramificação do cromossomo # 6 que, por ser dominante, torna Dislexia altamente hereditária, o que justifica que se repita nas mesmas famílias;

que o disléxico tem mais desenvolvida área específica de seu hemisfério cerebral lateral-direito do que leitores normais. Condição que, segundo estudiosos, justificaria seus "dons" como expressão significativa desse potencial, que está relacionado à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimenões, criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas;

que, embora existindo disléxicos ganhadores de medalha olímpica em esportes, a maioria deles apresenta imaturidade psicomotora ou conflito em sua dominância e colaboração hemisférica cerebral direita-esquerda.Um exemplo publicado na midia foi uma das frases ditas por um desléxico medalhista:"Não sei por que, mas quem me conhece também sabe que não tenho domínio motor que me dê a capacidade de, por exemplo, apertar um simples parafuso";

A dificuldade de conhecimento e de definição do que é Dislexia, faz com que se tenha criado um mundo tão diversificado de informações, que confunde e desinforma. Além do que a mídia, no Brasil, as poucas vezes em que aborda esse grave problema, somente o faz de maneira parcial, quando não de forma inadequada e, mesmo, fora do contexto global das descobertas atuais da Ciência.

Dislexia é causa ainda ignorada de evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado "analfabetismo funcional" que, por permanecer envolta no desconhecimento, na desinformação ou na informação imprecisa, não é considerada como desencadeante de insucessos no aprendizado.

Também para realçar a grande importância da posição do disléxico em sala de aula cabe, além de considerar o seríssimo problema da violência infanto-juvenil, citar o lamentável fenômeno do suicídio de crianças que, nos USA, traz o gravíssimo registro de que 40 (quarenta) crianças se suicidam todos os dias, naquele país. E que dificuldades na escola e decepção que eles não gostariam de dar a seus pais estão citadas entre as causas determinantes dessa tragédia.

Ainda é de extrema relevância considerar estudos americanos, que provam ser de 70% a 80% o número de jovens delinqüentes nos USA, que apresentam algum tipo de dificuldades de aprendizado. E que também é comum que crimes violentos sejam praticados por pessoas que têm dificuldades para ler. E quando, na prisão, eles aprendem a ler, seu nível de agressividade diminui consideravelmente.

Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dificuldade dos jovens em se concentrar na escola.


• Problemas familiares, festas, drogas e choque de gerações são fatores que, há algumas décadas, vem tornando essa fase da vida ainda mais complicada e contribuem para a dificuldade dos jovens em se concentrar na escola. E essa lista só tem aumentado. No século 21, a internet, o celular e o MP3 se somam aos antigos problemas. Com tanta coisa nova, o professor diante da lousa parece pouco interessante. Tudo isso contribui para que muitos jovens tenham problemas na hora de estudar. O resultado é um desempenho escolar ruim ou uma queda momentânea nas notas.

É sempre bom ter em mente, no entanto, que ter problemas nessa fase é normal. "Filhos muito normais também devem ser motivo de preocupação", alerta, "Não é normal ter as escolhas definidas demais nessa idade. Ter problemas e dúvidas faz parte do desenvolvimento."

Diante dessa situação, muitos pais e muitos professores ficam sem saber como agir com seus filhos adolescentes. Pensando nisso, listamos os principais problemas dos adolescentes na hora de estudar e o que fazer em cada caso para ajudá-los.

• As festinhas do fim de semana podem facilmente tirar a concentração de um adolescente durante toda a semana. Em uma fase em que eles estão começando a sair com os amigos e a descobrir a sexualidade, esses eventos são aguardados com muita ansiedade. "Quando há uma festa de 15 anos, por exemplo, os alunos se desligam um mês antes e um mês depois", . Outros atrativos que podem desconcentrar um adolescente e prejudicar os estudos são viagens e campeonatos de futebol. Pensar muito nas coisas boas da vida faz com que o adolescente pense menos nos estudos. O resultado, claro, é uma queda no desempenho escolar.

• Exercer uma atividade com sonolência é difícil. Por isso é importante cuidar para que o adolescente durma ao menos oito horas por dia. Ele não deve ficar acordado até tarde durante a semana. Não importa se estiver estudando, falando ao telefone ou navegando na internet. Precisa ter horário de ir para cama para aproveitar ao máximo a aula do dia seguinte. "Existem variações individuais, mas é recomendável que o adolescente durma entre seis e oito horas por noite", diz o hebiatra (pediatra especializado em adolescentes).


• A internet possui um acervo de informações gigantesco que pode ser muito bem utilizado pelos estudantes. São várias as possibilidades de aliar a rede ao aprendizado. Ao mesmo tempo, encontra-se no mundo virtual uma infinidade de práticas pouco construtivas e uma gama sem fim de conteúdo inadequado. Existe um risco enorme de o jovem gastar horas na rede apenas com bobagens. "Hoje, a internet compete com a motivação para o estudo", afirma Evely Boruchovitch, professora da Faculdade de Educação da Unicamp. Para que a internet seja uma ferramenta, ao invés de um obstáculo, é preciso orientar os adolescentes. Cabe aos pais e a escola esse papel.
Mais aqui pra nós né, galera isso ai é Tudo de bom..